Toei Games anuncia 3 jogos novos: KILLA, HINO e DEBUG NEPHEMEE (e nenhum Dragon Ball)

Toei Games anuncia 3 jogos novos: KILLA, HINO e DEBUG NEPHEMEE (e nenhum Dragon Ball)

5 minutos 25/04/2026

A Toei precisa de apresentação? Dragon Ball. Sailor Moon. One Piece. Kamen Rider. A empresa japonesa fundada em 1948 uma vez que Japan Animated Films construiu ao longo de setenta e cinco anos um catálogo de propriedades intelectuais que moldou gerações inteiras de fãs no mundo todo.

E foi exatamente nas comemorações do seu 75º natalício que a Toei decidiu dar um passo que a indústria não esperava com esse formato: em 21 de abril de 2026, anunciou a geração da Toei Games, seu braço de publicação de videogames. O mercado obviamente imaginou o óbvio: Dragon Ball com orçamento de guerra, One Piece em open world, Sailor Moon uma vez que JRPG de peso. O que a Toei Games fez em vez disso foi tão inesperado quanto refrescante.

Os três primeiros jogos anunciados pela Toei Games não usam nenhum IP existente da empresa. São obras completamente originais, desenvolvidas por estúdios indie independentes do Japão e da Coreia, que a Toei vai publicar. É a enunciação mais clara provável de intenção: antes de ir à guerra com os grandes, a Toei Games quer edificar credibilidade uma vez que curador de talento criativo. E pelos três títulos escolhidos para estrear esse trabalho, o paladar é bom.

KILLA — o mistério da ilhéu dos noves suspeitos com nomes iguais

KILLA é o mais repentino dos três, o que mais já tem forma visível, e não por eventualidade o que a Toei destacou uma vez que carro-chefe do pregão. Desenvolvido pelo estúdio coreano Black Tangerine — também referenciado pela Inven Global uma vez que GumGyuDan — é uma proeza de mistério em 3D com múltiplos finais que já circulou por festas de games de peso: BIC, G-STAR, PlayX4, Tokyo Game Show, Gamescom e Burning Beaver. O jogo tem demo gratuita disponível agora no Steam e lançamento previsto para 2026.

A premissa tem aquela qualidade específica de thriller nipónico de câmara fechada onde a lógica do impossível é a premissa, não o tropeço: Valhalla é uma órfã que cresceu nas ruas até encontrar uma mentora que se tornou família. Essa mentora é assassinada. As últimas palavras dela: “Kill the La.” Valhalla acaba numa ilhéu misteriosa onde acontece uma espécie de sarau do chá onde qualquer libido pode ser realizado. Os nove suspeitos reunidos ali têm todos “La” no nome. Ninguém disse que seria fácil. A mecânica médio é a Sonância, uma habilidade que permite a Valhalla submergir nas memórias dos suspeitos, coletar fragmentos de sonhos e montar a verdade por cima dessas peças. Visualmente o mundo tem uma estética de fantasia escura e terror de marionetes que o Automaton descreveu uma vez que “pesadelo teatral bonito mas cruel”, e a confrontação faz jus às imagens disponíveis. Os devs da Black Tangerine declararam na conta solene do jogo que “sempre foram fãs da Toei desde a puerícia” ao anunciar a parceria. Isso é ou muito sincero ou muito bom marketing. Provavelmente os dois.

HINO — caneta esferográfica, esqueleto colega e o término do mundo escuro

O segundo título é onde a curadoria da Toei Games começa a mostrar que tem olho para coisa fora do padrão. HINO, desenvolvido pelo estúdio nipónico UnGloomStudio, é uma proeza de ação 2D em dark fantasy que foi inteiramente ilustrada a caneta esferográfica pelo artista Yatara. Isso não é gimmick de marketing. As imagens disponíveis mostram um trabalho de arte com textura e expressividade específicas que só a caneta esferográfica consegue produzir, com aquela qualidade orgânica que nenhum filtro do dedo replica com crença.

A história segue Hino, uma moçoila de fita vermelha que acorda nas ruínas de uma escola infantil mergulhada em negrume, acompanhada por um companheiro chamado Monimoni Skeleton — um esqueleto branco e peculiar que vai ao lado dela na procura por um lugar seguro num mundo tomado por monstros que são a encarnação do terror. Ao longo da jornada, os dois vão se aproximando da verdade sobre a geração desse mundo sombrio, numa narrativa com múltiplos finais determinados pelas escolhas do jogador. O Simulation Daily o descreveu com precisão: o gameplay envolve tanto fugir dos monstros quanto enfrentá-los, enquanto as decisões do jogador vão tecendo qual versão do final vai se revelar. HINO tem lançamento previsto para 2026 no Steam.

DEBUG NEPHEMEE — hackear criaturas para salvá-las, não destruí-las

O mais um dos três, e talvez o mais ávido em termos de noção, é DEBUG NEPHEMEE do estúdio nipónico Nephemee Studio. É um jogo 2D em pixel art com personagens de estética anthro, ambientado num mundo chamado Nepherum que foi corrompido por anomalias chamadas Bugs. Os habitantes desse mundo são criaturas chamadas Nephemee, que estão infectadas por esses Bugs mas são plenamente conscientes — não são inimigos a serem destruídos, são seres que precisam de salvação.

O sistema de combate é onde o noção vira mecânica de forma genuinamente original: ao invés de matar os Nephemee, você os hackeía. O combate funciona através de quatro minigames simultâneos — esquivar, bloquear, bugar e sanar — enquanto você ataca compreendendo profundamente os valores e filosofias do oponente, que se manifestam uma vez que padrões de ataque. Quando a tempo de hacking é bem-sucedida, você entra numa tempo de “debugging” onde mergulha nas memórias da indivíduo, aprende sua história e a ajuda a sobreviver. É a premissa de Etéreo encontrando o noção de Undertale num sistema de combate multitarefa que ainda não tem equivalente simples no mercado. DEBUG NEPHEMEE não tem data de lançamento confirmada, mas já tem página ativa no Steam.

A enunciação solene da Toei Games no pregão resume a filosofia por trás das três escolhas: “‘História’ para a Toei não significa enredo. É a soma de personagens cativantes e um universo que domina o público. Qualquer coisa com uma presença possante e distinta cai dentro da nossa definição de ‘história’.” Com um thriller de memórias em ilhéu fechada, uma proeza desenhada à caneta esferográfica e um RPG de hacking emocional, a Toei Games chegou ao mercado de games sem Dragon Ball e sem One Piece, e com três apostas que têm mais identidade do que a maioria dos lançamentos de publishers muito maiores. O resto, uma vez que sempre, vai depender da realização. Mas o paladar é supimpa.

~

O historiador esperava pregão de Goku em open world.
Recebeu uma moçoila com caneta esferográfica e um esqueleto colega.
Ficou mais feliz com o segundo.
Adicionou os três à lista de desejos antes de fechar a aba.

Fonte

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