Troy Baker acredita que a IA pode impulsionar a busca por…

Troy Baker acredita que a IA pode impulsionar a busca por…

3 minutos 06/01/2026

Troy Baker acredita que a IA não cria arte

A discussão sobre lucidez sintético costuma seguir sempre o mesmo caminho. De um lado, o susto da substituição. Do outro, a promessa de eficiência absoluta. Ainda assim, poucas vozes conseguem mudar esse debate para um terreno mais humano.

Nos videogames e nas artes performáticas, esse tema se tornou ainda mais sensível. Enfim, trata-se de um espaço onde emoção, presença e experiência pessoal sempre fizeram secção do processo criativo.

É exatamente nesse ponto que Troy Baker resolveu se posicionar ao falar sobre IA, oferecendo uma visão que foge tanto do alarmismo quanto da euforia tecnológica.

Em entrevista ao The Game Business, Troy Baker afirmou que a IA pode produzir teor, mas não arte. Segundo o ator, a geração artística exige alguma coisa que nenhuma tecnologia consegue replicar: a experiência humana.

Para Baker, existe um equívoco recorrente na forma uma vez que a tecnologia é encarada. Muitas pessoas apontam para o que a IA consegue produzir, mas ignoram o fundamento forçoso da arte. Ela só existe porque existem artistas.

Em vez de demonizar a tecnologia, o ator defende uma postura mais equilibrada. A IA existe, faz secção do processo e não precisa ser combatida uma vez que inimiga. Ainda assim, ela não substitui aquilo que sustenta a arte há milênios.

Apesar do tom otimista, Baker reconhece que o receio não surge do campo criativo, mas do corporativo. Quando empresas enxergam a IA uma vez que utensílio para produzir mais rápido e mais barato, o risco se torna real.

Segundo ele, do ponto de vista empresarial, não há incerteza de que a tecnologia consegue gerar grandes volumes de teor com facilidade. No entanto, essa eficiência tende a provocar uma reação contrária no público.

Em vez de consumir produtos genéricos, as pessoas passam a buscar experiências diretas, presenciais e humanas. Shows ao vivo, teatro, livros e performances ganham novo valor justamente por aquilo que a tecnologia não consegue entregar.

A procura pelo genuíno pode se intensificar

Para Troy Baker, o incremento da IA pode funcionar uma vez que um empurrão inesperado em direção à autenticidade. Ele acredita que o público vai se cansar do teor filtrado por telas e algoritmos.

Esse movimento, segundo o ator, já começa a se riscar. A valorização do contato direto com artistas, da experiência ao vivo e da emoção não mediada tende a crescer à medida que a tecnologia se torna onipresente.

Na visão de Baker, essa transformação não representa um retrocesso. Pelo contrário, trata-se de uma revolução que pode recolocar a arte em um lugar de maior significado.

Publicado por papéis marcantes em jogos uma vez que Death Stranding 2 e Indiana Jones and the Great Circle, Troy Baker não é estranho a debates controversos. No pretérito, ele chegou a se envolver com iniciativas ligadas a NFTs de voz, o que gerou potente reação negativa.

Mesmo assim, sua fala atual aponta para uma reflexão mais madura sobre tecnologia e geração. Em vez de rejeitar o novo, Baker sugere crédito em alguma coisa que precede qualquer inovação: a capacidade humana de produzir, interpretar e sentir.

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Fontes: The Game Business

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