Xbox sofrerá forte onda de demissões e cortes orçamentários em todas as áreas

Xbox sofrerá forte onda de demissões e cortes orçamentários em todas as áreas

3 minutos 10/06/2026

A ramificação Xbox da Microsoft está planejando uma rodada expressiva de demissões prevista para julho, logo depois o fecho do ano fiscal da empresa em 30 de junho. A informação, divulgada pela Bloomberg, aponta também para cortes significativos nos orçamentos de marketing e outras áreas do negócio. Um porta-voz do Xbox se recusou a comentar.

A crise financeira do Xbox exposta

Em e-mail enviado aos funcionários, a CEO do Xbox, Asha Sharma, que assumiu o função em fevereiro, revelou números alarmantes: a ramificação opera com uma margem de lucro de somente 3%, segundo a métrica interna de “accountability margin” usada pela Microsoft.

“Excluindo a Activision Blizzard King, ao longo dos últimos cinco anos gastamos mais de US$ 20 bilhões em investimentos contínuos em teor, plataforma e subvenção de hardware, mas nossa receita anual caiu quase meio bilhão de dólares nesse período. Daqui para frente, isso não pode continuar.”

Mudança de rumo na estratégia

Sharma está reposicionando o Xbox de forma drástica. No Xbox Showcase do último término de semana, ela anunciou que Gears of War: E-Day e Clockwork Revolution não chegarão ao PlayStation ou Switch — uma reversão surpreendente, mormente porque uma versão para PS5 de Gears of War já estava em desenvolvimento e os varejistas chegaram a se preparar para furar pré-vendas. Muitos funcionários da própria Microsoft foram pegos de surpresa pela decisão.

Aliás, a equipe chegou a retirar um trailer de Halo que seria exibido em um evento PlayStation, decisão que pode ter prejudicado o relacionamento entre as duas empresas. Jogos futuros serão analisados caso a caso quanto à exclusividade.

O peso da crise estrutural

O Xbox acumula problemas há anos: as vendas de hardware despencaram, o serviço Game Pass estacionou em popularidade e a plataforma não conseguiu entregar jogos de sucesso consistentes. Nos últimos dois anos, a empresa fechou estúdios, cancelou projetos e aumentou preços para tentar lastrar as contas — tudo isso sob pressão crescente da Microsoft para ampliar as margens.

A estratégia de lançar jogos no PlayStation ajudou a ampliar o alcance de títulos uma vez que Indiana Jones e Forza Horizon, mas pode ter corroído o apelo do hardware Xbox no processo. O PS5 já vendeu mais de 90 milhões de unidades, enquanto analistas estimam que o Xbox vendeu aproximadamente um terço disso.

A novidade missão de Sharma

A CEO afirmou publicamente que não está sob a mesma pressão por margens que seu predecessor, Phil Spencer, e traçou um objetivo mais ávido:

“Meu procuração não é uma margem de 30%. Não são margens de software empresarial. É ser a número um em games e entretenimento.”

Resta saber se os cortes e a viradela estratégica chegarão a tempo de restaurar uma ramificação que, por seus próprios números, claramente não está em um momento saudável.

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