Novo trailer de Street Fighter mostra Ken, Ryu, Chun-Li e companhia finalmente resolvendo tudo na porrada

Novo trailer de Street Fighter mostra Ken, Ryu, Chun-Li e companhia finalmente resolvendo tudo na porrada

6 minutos 01/09/2026

Eu início a encontrar que alguém finalmente descobriu o sigilo para fazer um filme de Street Fighter.

É bastante multíplice.

Tem que ter gente lutando.

Parece óbvio, mas Hollywood já passou mais de 30 anos tentando desenredar isso.

O novo trailer divulgado pela Paramount Pictures e Legendary nesta terça-feira, 1º de setembro, coloca a pancadaria no meio da divulgação e mostra vários confrontos que devemos encontrar no longa.

E talvez seja justamente aí que esta adaptação esteja começando a me lucrar.

Não estou vendo um diretor tentando pedir desculpas porque está adaptando um videogame.

Tem Hadouken.

Tem Shoryuken.

Tem E. Honda distribuindo tapa porquê se o botão de soco estivesse travado.

Tem um sujeito virente chamado Blanka interpretado por Jason Momoa.

Isso é Street Fighter.

Quanto mais cedo todo mundo concordar, melhor.

Veja o trailer clicando aqui.

Ken vai trabalhar bastante nesse filme

O novo vídeo mostra pedaços de várias lutas do World Warrior Tournament.

Entre elas aparecem Ken contra Dhalsim, Ken contra Balrog, Ryu contra E. Honda e Chun-Li contra Vega. A prévia ainda traz outras combinações rapidamente e deixa evidente que o torneio não vai viver exclusivamente porquê desculpa de roteiro para alguém falar que os personagens são lutadores.

Ken, interpretado por Noah Centineo, parece particularmente ocupado.

Vai enfrentar Dhalsim.

Vai trocar soco com Balrog.

E provavelmente ainda vai precisar encontrar tempo para discutir seus problemas pessoais com Ryu.

Segunda-feira normal.

Andrew Koji aparece novamente porquê Ryu, agora enfrentando E. Honda em uma sequência que claramente quer fazer carinho na segmento do cérebro de quem gastava ficha em Street Fighter II.

Honda executa seu Sumo Headbutt e o clássico Hundred Hand Slap. Ryu solta Hadouken, enquanto Ken mostra seu Shoryuken. O trailer chega a usar chamadas porquê “Round 1” e “You Win!”, assumindo de vez a estética do videogame.

É exagerado?

Simples.

Street Fighter tem um varão que estica o braço três metros depois de passar décadas praticando ioga.

Realismo saiu da sala faz tempo.

Chun-Li contra Vega parece exatamente a bagunça que eu queria

Outra luta mostrada rapidamente coloca Chun-Li, vivida por Callina Liang, contra Vega, interpretado pelo músico Orville Peck.

Visualmente, o filme continua seguindo uma regra que considero bastante saudável: os personagens precisam ser reconhecidos sem legenda embaixo dizendo quem são.

Vega está com máscara e garra.

Chun-Li parece Chun-Li.

Guile continua ostentando um cabelo que desafia física, sisudez e provavelmente algumas normas municipais.

Perfeito.

A lista de personagens do filme é enorme. Temos ainda Cody Rhodes porquê Guile, Curtis “50 Cent” Jackson porquê Balrog, Olivier Richters porquê Zangief, Hirooki Goto porquê E. Honda, Mel Jarnson porquê Cammy, Vidyut Jammwal porquê Dhalsim, David Dastmalchian porquê M. Bison e Joe “Roman Reigns” Anoa’i porquê Akuma. Jason Momoa ficou com a missão particularmente simples de interpretar Blanka.

Eu queria estar na reunião em que alguém disse:

“Precisamos de um brasiliano virente que solta eletricidade.”

“Labareda o Aquaman.”

E todo mundo concordou.

Akuma aparece e o trailer ainda brinca com Evil Ryu

Um dos momentos que mais deve render teoria até outubro está no término da prévia.

Ryu aparece com os olhos ficando vermelhos, numa referência bastante óbvia ao Evil Ryu dos jogos.

Por enquanto eu evitaria fincar exatamente qual será o papel dessa transformação na história.

Trailer adora colocar cinco segundos misteriosos no final para fomentar YouTube durante seis semanas.

Mas a referência está ali.

E junto com a presença de Akuma, abre espaço para galhofar com o lado mais sombrio da trajetória de Ryu e sua relação com o Satsui no Hado.

Se for só um easter egg, formosura.

Se virar elemento importante da história, melhor ainda.

Só não quero testemunhar Ryu vencendo o próprio lado sombrio graças ao poder da amizade durante um oração de Ken.

Por obséquio.

Temos limites.

Dan aparece vestido de rosa porque alguma coisa ainda está certa no mundo

O trailer também mostra Dan Hibiki, vivido por Andrew Schulz, usando seu tradicional quimono rosa.

Obrigado.

Não precisava reinventar.

Dan existe justamente para ser Dan.

A produção parece entender isso melhor do que muitas adaptações antigas entendiam seus próprios personagens.

E esse talvez seja o ponto mais interessante de tudo o que vimos até agora.

Street Fighter não parece ter vergonha de Street Fighter.

Durante décadas, Hollywood tinha aquela mania maravilhosa de comprar uma licença de videogame e depois passar duas horas tentando esconder qualquer coisa que lembrasse videogame.

Cá acontece o contrário.

O diretor Kitao Sakurai já explicou que foi chamado justamente para não fazer uma adaptação convencional. Ele queria restabelecer aquela sensação de muchacho tentando reproduzir filme de artes marciais com os amigos, mantendo humor, irreverência e nostalgia no pacote.

Depois de testemunhar aos trailers, dá para entender o que ele quis proferir.

É mirabolante.

Tem rostro de arcade.

Tem gente vestida de forma ridícula.

Eu digo isso porquê preconização.

A história continua sendo basicamente “torneio com coisa errada acontecendo”

O longa se passa em 1993, uma escolha que por si só já me ganha uns cinco pontos de simpatia.

Ryu e Ken estão afastados quando Chun-Li aparece e recruta os dois para participar do próximo World Warrior Tournament.

Naturalmente, não será exclusivamente um campeonato organizado com regulamento, chuva na saída e certificado de participação.

Existe uma conspiração por trás do torneio, e os protagonistas acabam obrigados a enfrentar adversários, o próprio pretérito e, pelo que o novo trailer sugere, uns aos outros.

Isso já é roteiro suficiente.

Eu não preciso desenredar que Bison está manipulando política energética internacional através de sete empresas de frontispício.

Dê um torneio para ele.

Coloque os lutadores dentro.

Deixe o varão ser maligno.

Funciona há décadas.

Paramount fez até um trailer jogável

A campanha de divulgação também ganhou uma teoria interessante.

A Paramount lançou uma versão jogável do trailer através do YouTube Playable, colocando o usuário dentro de um arcade inspirado nos anos 80 e 90, onde é verosímil executar golpes e combos enquanto acompanha trechos do filme.

É marketing?

Completamente.

Mas pelo menos alguém tentou fazer um tanto relacionado ao resultado que está vendendo.

Melhor do que escanear QR Code numa caixa de cereal para lucrar moldura de perfil.

Talvez finalmente tenham entendido o tipo de filme que Street Fighter precisa ser

Eu tenho carinho pelo filme de 1994.

Não porque seja uma grande adaptação.

Não vamos perder completamente a distinção.

Mas Raul Julia porquê M. Bison conseguiu transformar aquele negócio em patrimônio cultural do videogame.

E quanto menos lembrarmos de Street Fighter: A Mito de Chun-Li, de 2009, melhor ficará nossa terça-feira.

O longa de 2026 parece ter seguido outro caminho.

Em vez de tentar transformar Street Fighter num thriller sério sobre transgressão internacional, ele aparentemente decidiu concordar que o universo da Capcom é uma grande coleção de personagens absurdos viajando pelo mundo para resolver diferenças com golpes especiais.

É exatamente o que deveria fazer.

Ainda pode dar tudo incorrecto?

Obviamente.

Trailer bom já vendeu muito filme ruim.

Mas vendo E. Honda distribuindo Hundred Hand Slap, Ken soltando Shoryuken, Chun-Li encarando Vega e Ryu começando a permanecer com os olhos vermelhos, pelo menos sinto que estou olhando para Street Fighter.

Isso já é um início.

Street Fighter estreia nos cinemas brasileiros em 15 de outubro de 2026, segundo o calendário solene da Paramount Pictures Brasil. Internacionalmente, a Paramount mantém 16 de outubro porquê data em mercados porquê os Estados Unidos.

Falta pouco.

Estou começando a permanecer perigosamente otimista.

Se alguém mandar o Guile falar “go home and be a family man” depois de uma luta, eu perdoo até o filme de 2009.

Não.

Também não vamos exagerar.

Fonte

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