Início » Onimusha: Way of the Sword Review

A Capcom decidiu antecipar o lançamento de Onimusha: Way of the Sword para o dia 4 de setembro de 2026, e tivemos a oportunidade de testar o game previamente no PlayStation 5. Foram mais de 40 horas de uma experiência profunda, que deixa evidente que estamos diante de uma proeza totalmente novidade. O título resgata a núcleo da franquia com um refinamento técnico espetacular, provando que o combate de Samurai ainda tem muita força no cenário atual.
Agradecemos à Capcom pelo envio antecipado do código para review.
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O enredo coloca o jogador no papel do lendário guerreiro Musashi Miyamoto. O rosto do personagem foi recriado através da imagem do aclamado ator nipónico Toshiro Mifune, entregando uma presença cênica marcante. Na trama, Musashi percorre o Japão desafiando mestres samurais quando se depara com um evento sombrio que coloca a famigerada manopla em sua mão.
A partir desse momento, ele une forças com sua turma com o objetivo evidente de purificar a depravação do miasma que devasta Kyoto e seus periferia, além de caçar a entidade responsável pela ruína. A narrativa possui um ritmo envolvente e carismático. O roteiro brilha pela força das atuações e pelas interações entre os personagens, entregando uma jornada memorável.


Visualmente, a Capcom alcançou o auge técnico da RE Engine. Testado no modo desempenho do PlayStation 5, o jogo roda de forma extremamente fluida, o que é fundamental para a precisão exigida pelo sistema de aparo (parry). O modo qualidade entrega definições ligeiramente superiores, mas a firmeza da taxa de quadros no modo desempenho compensa amplamente qualquer diferença sutil.
A ambientação retrata com fidelidade o Japão feudal, destacando o contraste entre a simplicidade dos vilarejos e a ruína provocada pelo miasma. Os efeitos visuais das armas e a fluidez das animações de combate mostram o imenso desvelo da equipe de desenvolvimento em entregar um espetáculo estético.


A segmento sonora é um dos pilares da mergulho. As composições instrumentais lembram temas clássicos da franquia com faixas orquestradas que se intensificam durante as lutas contra chefes. Ou por outra, os efeitos sonoros desempenham um papel mecânico crucial, pois o combate exige que o jogador lute utilizando tanto a visão quanto a audição.
A dublagem em português do Brasil está impecável. As vozes foram selecionadas com precisão e as atuações entregam a entonação correta para o peso dramático de cada cena. Um pormenor fantástico é que a “manopla” conversa com o jogador durante as batalhas, fornecendo dicas táticas em áudio totalmente em português. Esse auxílio sonoro facilita a realização de estratégias no calor do combate sem a urgência de desviar o olhar para ler legendas.


A exploração do planta se concentra em uma dimensão mais ampla ao leste de Kyoto, complementada por outras sete regiões lineares focadas no progressão da história principal. O planta não é um mundo franco genérico, mas sim uma estrutura contida enxurrada de segredos, tesouros, fendas para fechar e missões secundárias.
A realização de side quests e a exploração minuciosa são essenciais para reunir os recursos necessários para os upgrades de equipamentos. O jogo recompensa o tempo investido com materiais valiosos para a evolução do protagonista, mas há algumas side quests que podiam ser melhores.


O sistema de combate é o grande destaque de Onimusha: Way of the Sword. A jogabilidade combina ataques rápidos e fortes com um sistema de resguardo, esquiva e parry de subida precisão. O clássico movimento Isen — onde o jogador ataca no momento exato do golpe inimigo — exige um timing perfeito, oferecendo grande risco em troca de um dano devastador.
A mecânica de parry não serve unicamente para quebrar a postura do oponente. Ao executar defesas perfeitas em sequência, a arma do protagonista entra em um estado escaldante, aumentando drasticamente o dano desferido. Ou por outra, o uso do círculo com o botão R2 exige pontaria estratégica para ajustar pontos fracos ou explodir inimigos que causam dano em dimensão nos confrontos.


O jogador conta com seis armas Oni secundárias equipadas, que funcionam de forma independente da gládio principal. Cada uma delas possui propriedades elementais únicas, porquê lanças que geram tornados de vento ou martelos capazes de esmigalhar o vigor dos inimigos.
O gerenciamento de recursos envolve uma decisão estável. Ao quebrar a postura de um oponente, o jogador pode escolher entre infligir um golpe de dano supremo ou executar um ataque que concede uma quantidade maior de almas. Essas almas são usadas para restabelecer vida, preencher a barra de transformação em Oni ou evoluir habilidades.


O sistema de evolução é rico e oferece diversas camadas de personalização. As bolsas Rozuki funcionam porquê os itens de tratamento do jogo, mas podem ser aprimoradas para conceder buffs passivos de ataque ou aumentar o proveito de força Oni.
As duas árvores de habilidades (Skill Trees) oferecem melhorias fundamentais que mudam a dinâmica do combate. Uma das habilidades mais úteis permite sugar almas ao mesmo tempo em que se desfere ataques corporais. Ou por outra, os amuletos equipáveis garantem vantagens estratégicas adicionais para personalizar o estilo de jogo de negócio com a preferência de cada um.


As batalhas contra os chefes são verdadeiramente espetaculares. A direção de arte e a cinematografia dessas lutas atingem um nível comparável ao de grandes produções do cinema de ação. As mecânicas dos chefões exigem leitura de padrões e alternância precisa entre esquivas e parries.
A curva de dificuldade inicia-se de forma amigável, mas ganha um salto considerável conforme o jogo avança. As batalhas finais exigem domínio inteiro de todas as mecânicas, posicionando o nível de duelo próximo ao dos grandes títulos do gênero de ação e combate tático.


Apesar do nível altíssimo, o jogo apresenta pequenas falhas de variedade. Alguns subchefes fortes aparecem repetidamente ao longo das missões secundárias, tornando esses confrontos um pouco repetitivos, mesmo que entreguem itens valiosos de evolução.
Outro pormenor curioso é que certas conversas secundárias no planta ocorrem sem dublagem, apresentando unicamente textos com alguns sons. Esse contraste labareda a atenção em um título onde a dublagem principal possui um padrão de qualidade tão ressaltado.
Onimusha: Way of the Sword é um acerto grandioso da Capcom e um dos melhores jogos do ano. O título combina um combate profundo e gratificante com uma apresentação audiovisual de gala e uma linda homenagem a Toshiro Mifune. As raras falhas na variedade de subchefes não tiram o cintilação deste retorno triunfal. É uma compra obrigatória para os fãs de jogos de ação e combate de espadas.
É tudo isso mesmo?:
Onimusha: Way of the Sword marca o retorno triunfal da série de ação com samurais da Capcom, combinando visuais espetaculares com um combate profundo e exigente, construído em torno de parries precisos, a clássica técnica Issen e um variado arsenal de armas Oni. Atuações marcantes, batalhas de chefes memoráveis, uma progressão gratificante e uma supimpa remontagem do Japão feudal o tornam um dos jogos de ação mais bem-sucedidos da Capcom, enquanto subchefes repetitivos e pequenos problemas pontuais de apresentação fazem pouco para ofuscar uma experiência extraordinária.
– Alepitekus
von 10
2026-08-31T12:00:59-03:00
Recebemos Onimusha: Way of the Sword gratuitamente para review e agradecemos à Capcom pela crédito.

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