Ryse: Son of Rome quase virou uma franquia estilo Assassin’s Creed no Xbox, segundo ex-dev

Ryse: Son of Rome quase virou uma franquia estilo Assassin’s Creed no Xbox, segundo ex-dev

3 minutos 11/07/2026

Ryse: Son of Rome quase ganhou uma sequência ambiciosa que poderia transformar o jogo em uma franquia histórica nos moldes de Assassin’s Creed. Segundo ex-desenvolvedores ouvidos pela IGN, a Crytek chegou a traçar planos para levar a série a diferentes períodos e civilizações, com ideias que passavam por Japão feudal, vikings e até o Poderio Turco.

Lançado em 2013 para Xbox One, Ryse foi pensado inicialmente uma vez que ponto de partida para uma propriedade intelectual maior. A proposta da Crytek era edificar uma risca de jogos conectados, cada um ambientado em um grande poderio em subida, auge e declínio. Patrick Hanenberger explicou que a intenção era justamente explorar esse ciclo histórico em diferentes contextos, em vez de manter a franquia presa exclusivamente à Roma.

Yannick Boucher, um dos gerentes de projeto do jogo original, contou que as discussões internas giravam em torno do que realmente havia atraído o público em Ryse: o tema romano ou a teoria de uma narrativa histórica mais ampla. Já Peter Gornstein, diretor de arte e de cinemáticas do projeto, afirmou que ficou empolgado com a possibilidade de trabalhar em um jogo ambientado entre vikings, por se tratar de um período histórico menos explorado nos games de grande porte.

Além da mudança de cenário, as sequências também trariam ajustes importantes na estrutura. A teoria era deixar a progressão excessivamente linear do primeiro jogo e apostar em mapas maiores, com mais liberdade de exploração. Mecânicas que acabaram cortadas de Ryse: Son of Rome por falta de tempo também voltariam à mesa para as continuações. Boucher lembrou que uma das primeiras correções discutidas era justamente ampliar os níveis, já que muitos deles funcionavam praticamente uma vez que corredores.

De conciliação com os desenvolvedores, a proposta impressionou a Microsoft, que teria descrito o projecto uma vez que uma das ideias de propriedade intelectual mais muito estruturadas que já havia recebido. Hanenberger disse que a empresa chegou a elogiar o projeto uma vez que a proposta de IP mais coesa e muito elaborada que já tinha visto.

Mesmo com essa boa sentimento inicial, a franquia não avançou. O desempenho mercantil e a recepção sátira de Ryse: Son of Rome ficaram inferior do esperado, e as negociações entre Microsoft e Crytek acabaram travando o porvir da série. A Microsoft queria comprar os direitos da propriedade intelectual para seguir investindo nela, mas a Crytek não quis vender a marca.

No término, Ryse vendeu mais de um milhão de cópias e acabou ganhando uma base leal de fãs ao longo dos anos, mas sem a prosseguimento que poderia ter expandido seu universo. Pelo que os ex-desenvolvedores revelaram, havia espaço para alguma coisa muito maior do que o jogo de estreia entregou, e a decisão de fechar o projeto tirou do Xbox uma franquia histórica que poderia ter ocupado um espaço vasqueiro no catálogo da plataforma.

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