Terranigma volta em 2027 e alguém finalmente encontrou a chave do cofre da Quintet

Terranigma volta em 2027 e alguém finalmente encontrou a chave do cofre da Quintet

4 minutos 24/08/2026

Tem jogo velho que recebe remaster a cada duas gerações. Tem jogo que ganha remake, remaster do remake, versão definitiva do remaster e depois uma coletânea contendo as três versões porque qualquer executivo descobriu que nostalgia paga boleto.

E aí tinha Terranigma.

Mais de 30 anos sentado num esquina, olhando todo mundo voltar enquanto ele permanecia recluso no Super Nintendo.

Pois podem tirar o pó da lança do Ark. A Clear River Games, trabalhando em cooperação com a Square Enix, anunciou oficialmente que Terranigma será relançado em 2027 para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch, Nintendo Switch 2 e Xbox Series X|S. A versão para computador já possui página no Steam, onde aparece sendo desenvolvida pela Clear River Games Development e publicada pela Clear River Games e Limited Run Games.

Demorou só três décadas. Tranquilo.

Terranigma era aquele RPG que muita gente só conhecia de ouvir falar

Lançado originalmente no Japão em 20 de outubro de 1995 porquê Tenchi Sōzō, Terranigma foi desenvolvido pela Quintet e publicado pela Enix, aquela empresa que os idosos cá lembram antes de surgir o “Square” na frente do nome.

A Europa e a Austrália receberam o jogo em 1996. Os Estados Unidos ficaram sem lançamento porque a Enix já havia fechado sua operação norte-americana quando a localização estava pronta. Resultado: um dos melhores RPGs de ação do termo da geração 16 bits passou décadas sendo praticamente um item arqueológico para uma secção enorme do público ocidental.

E quem viveu aquela idade sabe o tamanho do problema.

Não existia Steam. Não tinha eShop. Não dava para entrar na PS Store às duas da manhã e comprar a edição do dedo porque bateu saudade. Se um jogo nipónico não chegasse ao seu território, você tinha algumas alternativas: importação, saber alguém que conhecia alguém, remunerar uma riqueza ou admitir que aquele print maravilhoso da revista talvez fosse o sumo de contato que você teria com ele.

Tempos românticos. Uma porcaria, mas românticos.

Assista o trailer clicando aqui.

O último capítulo da trinca sagrada da Quintet

Terranigma costuma ser disposto ao lado de Soul Blazer e Illusion of Gaia porquê secção da chamada trilogia informal da Quintet no Super Nintendo. Não são continuações tradicionais, mas compartilham ideias, atmosfera e principalmente aquela preocupação deliciosa do estúdio por geração, devastação, vida, morte e humanidade.

Ou seja, enquanto outros RPGs davam uma punhal para o herói e mandavam matar o demônio da semana, a Quintet parecia interessada em perguntar se reconstruir o mundo era realmente uma boa teoria.

Coisa ligeiro para jogar depois da escola.

Em Terranigma, acompanhamos Ark, morador da vila de Crysta, localizada no interno de uma Terreno oca dividida entre dois lados. Depois de perfurar uma porta proibida, porque protagonistas de videogame têm uma dificuldade histórica em respeitar placas de “não entre”, ele inicia uma sequência de acontecimentos ligada à restauração do planeta.

O jogo mistura RPG com combate totalmente em tempo real. Ark usa uma lança, corre, salta, desfere ataques durante o movimento e enfrenta inimigos diretamente nos cenários. Não tem aquela tradicional fileira educada de monstros esperando você escolher “Attack” no menu.

E isso em 1995.

O mais inacreditável é que Terranigma nunca tinha voltado

A secção realmente absurda desta notícia é que estamos falando do primeiro relançamento solene de Terranigma desde o original. Enquanto Final Fantasy, Dragon Quest e outros gigantes da idade foram parar em meia dúzia de plataformas, Terranigma permaneceu gelado na geração 16 bits.

Até o próprio material promocional da novidade edição brinca com isso. O jogo tinha gráficos excelentes, trilha sonora marcante, combate rápido e uma história muito supra da média. Só faltava um pequeno pormenor: poder comprá-lo em qualquer aparelho fabricado neste século.

Kamui Fujiwara, responsável pelo design dos personagens e também envolvido na geração do mundo original, comemorou o retorno e disse esperar que os temas envolvendo nume, humanidade, geração e devastação ainda encontrem espaço entre os jogadores atuais.

Agora, por obséquio, não inventem tendência

A página do Steam confirma suporte a conquistas e Steam Cloud, mas a Clear River Games ainda não detalhou toda a lista de melhorias desta versão. As imagens divulgadas preservam a pixel art e a aspecto universal do clássico, o que já evita aquele horripilação que todo retrogamer sente quando alguém pronuncia “filtro HD”.

Não precisa transformar Ark em padrão 3D.

Não precisa colocar textura 8K na grama.

E pelo paixão dos 16 bits, ninguém passe vaselina do dedo nos pixels.

Dá para melhorar qualidade de vida, oferecer bons controles, preservar a proporção original, colocar opções visuais, salvar facilmente e deixar a obra disponível sem mexer no que não está quebrado.

Terranigma chega em 2027. Ainda não há uma data específica anunciada. Depois de mais de três décadas, porém, esperar alguns meses parece até fichinha.

Agora só falta alguém olhar para o restante do catálogo da Quintet e perceber que Soul Blazer e Illusion of Gaia também continuam ali.

Não tenham pressa, pessoal.

Tenho certeza de que em 2057 a gente resolve isso.

Fonte

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