Shigeru Miyamoto defende os remakes da Nintendo pois “ninguém joga jogos antigos depois de 5 anos”

Shigeru Miyamoto defende os remakes da Nintendo pois “ninguém joga jogos antigos depois de 5 anos”

2 minutos 26/07/2026

Shigeru Miyamoto voltou a proteger a estratégia da Nintendo de apostar em remakes, afirmando que muitos jogadores deixam de revisitar um game depois de alguns anos. Em entrevista à Famitsu, o fundador de Mario argumentou que relançar clássicos ajuda a levar essas obras a um público que já não teria contato com elas no formato original.

Segundo Miyamoto, “algumas pessoas podem expressar que existem muitos remakes, mas depois de cinco anos, muita gente supera os jogos e para de jogá-los”. A fala reforça a visão da empresa de que existe uma espécie de ciclo originário de interesse, no qual títulos mais antigos acabam ficando fora do radar de boa segmento do público com o passar do tempo.

O executivo também destacou os jogadores mais jovens porquê segmento mediano dessa lógica. Para ele, pessoas que hoje estão entrando no universo dos games dificilmente têm a oportunidade de saber produções lançadas há dez anos ou mais. “Os jovens de hoje não têm a oportunidade de jogar games de dez anos detrás, logo refazê-los para que sejam mais jogáveis e lançá-los novamente é uma boa maneira de atender à demanda”, completou.

A enunciação ganha peso porque a Nintendo tem alguns nomes importantes no horizonte, incluindo The Legend of Zelda: Ocarina of Time e Star Fox, o que mantém o debate sobre remakes ainda mais em evidência. Ao mesmo tempo, a postura da empresa já vinha sendo meta de críticas públicas. Ex-líderes de marketing da Nintendo, Kit Ellis e Krysta Yang, comentaram o tema em um vídeo no YouTube e demonstraram preocupação com o rumo criativo da companhia, dizendo que seria triste ver a empresa desabitar sua veia inovadora por pânico de malparar.

Miyamoto, porém, tentou distanciar a teoria de que os remakes sejam somente uma aposta nostálgica. Em sua visão, revisitar jogos antigos também pode terebrar caminho para novos projetos dentro das mesmas franquias. Ele afirmou que permitir que as pessoas conheçam os originais pode levar a desenvolvimentos futuros, alguma coisa que a Nintendo estaria perseguindo de forma ativa nos últimos tempos.

No término das contas, a resguardo de Miyamoto faz sentido dentro da lógica mercantil da Nintendo, mas também evidencia uma tensão conhecida: relançar clássicos é uma forma legítima de mantê-los vivos, desde que isso não vire substituto permanente para ideias novas. Para uma empresa historicamente associada à inovação, o estabilidade entre memória e risco continua sendo o ponto mais sensível dessa estratégia.

Fonte

Conteúdos que podem te interessar...